A Shein, a gigante chinesa de e-commerce, aumentou os preços de seus produtos nos Estados Unidos em até 377%. A medida é um reflexo dos efeitos da guerra comercial, anunciada presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2 de abril.
O aumento foi aplicado a um amplo leque de produtos comercializados na plataforma. De acordo com a Bloomberg, ele alcança desde peças de roupas, genericamente chamadas de “blusinhas”, a utensílios de cozinha, passando por produtos de beleza.
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A maioria das elevações promovidas pela Shein nos EUA ocorreu na sexta-feira (25/4). O nível varia bastante. No topo das correções, ficou um conjunto de dez peças de panos de cozinha, com salto de 377%. O preço médio dos cem principais produtos de beleza e saúde aumentou 51%, mas alguns itens mais que dobraram de valor. A alta foi de 8% para roupas femininas.
No início de abril, Trump eliminou, a partir de 2 de maio, o mecanismo que isentava de impostos produtos de empresas chinesas como Shein e Temu. Ele era similar à medida adotada no Brasil, que fixou uma cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, chamada de “taxa das blusinhas”.
Fim da isenção
As plataformas de compras de e-commerce como Shein e Temu são taxadas em 120% sobre muitos de seus produtos. Isso ocorreu por causa da decisão do governo dos EUA de encerrar a isenção de pequenos pacotes vindos da China continental e Hong Kong.
Nos últimos anos, exportadores haviam se aproveitado dessa isenção, que permitia a entrada de mercadorias avaliadas em menos de US$ 800 (R$ 4.547) nos EUA sem tarifas ou taxas alfandegárias. Washington também aumentará a taxa por item postal para bens que entrarem após a próxima sexta-feira, 2 de maio, para US$ 100 (R$ 568), e para valores ainda maiores depois de 1º de junho.